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DEMOCRATAS
Diretório Nacional


JUVENTUDE
Democrata

Sen. Kátia Abreu
Laura Carneiro
Ver. Priscila Krause

   
       Toda sociedade ressalta a importância da família. Porém, isso não significa que historicamente essa instituição tenha se organizado sob os princípios fundamentais de respeito a pessoa humana. A família, além de todas as suas funções positivas, tem sido o espaço da hierarquia e da subordinação e, muitas vezes, a violência doméstica tem gerado sofrimento para aqueles que a ela estão submetidos, particularmente às mulheres e crianças, representando um grave custo social.

25 de Novembro

       Dia de luta pela não violência contra a mulher. No Brasil a cada quatro minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por uma pessoa com quem mantém relação de afeto, 70% das agressões ocorrem dentro do próprio lar e o agressor é o companheiro. Esta estatística revela a vida de um grande número de mulheres em nosso país. Uma das primeiras lutas do movimento feminista foi contra a violência doméstica. Ao contrário do que muita gente pensa o estupro, o atentado violento ao pudor, a agressão física, a tortura e a morte, não ocorrem apenas nas ruas e becos escuros, acontecem na sua maior parte no interior dos lares. Violência esta, na maioria das vezes oculta ou dissimulada mediante variados preconceitos. De um jeito muito perverso e cínico as coisas permaneciam acomodadas no silêncio e na repressão. Com o crescimento e ampliação dos estudos, denúncias, trabalhos comunitários, reivindicações para instalação de delegacias da mulher, implantação dos conselhos dos direitos da mulher e publicação de pesquisas as sombras foram desfeitas. O diagnóstico que emergiu desse silêncio centenário foi um quadro de perfeito horror e hipocrisia, no Brasil, e no mundo inteiro.

       A violência contra a mulher tem sido chamada de ‘‘violência de gênero’’. Essa expressão significa que não são as diferenças biológicas entre os homens e as mulheres que determinam o emprego da violência contra a mulher, mas sim, os papéis sociais impostos a homens e mulheres, reforçados por culturas patriarcais, que estabelecem relações de violência entre os sexos. A violência de gênero é uma das mais graves formas de discriminação e manifesta-se sob diferentes formas:

- como o estupro;
- a violência sexual;
- a prostituição forçada;
- a coação aos direitos reprodutivos;
- o assédio sexual na rua ou no local do trabalho; e
- a violência nas relações de casal.

       O lar, tido sempre como um lugar seguro, um refúgio, pode ser muitas vezes para as mulheres e as crianças um lugar perigoso e um local de tortura e crueldade.

       Como grande parte dos países Latino Americanos, o Brasil assistiu entre as décadas de 1970 e 1980 uma crescente politização do espaço doméstico, protagonizada principalmente por organizações feministas e grupo de mulheres que tiveram sua origem nesse período. Datam daí as primeiras experiências de atendimento às mulheres vítimas de violência, vivenciadas sobretudo no âmbito dos SOS(s) que então emergiam.

       É importante notar que foi também na década de 1980 que o Brasil passou por um processo de transição política rumo à democratização. Nesse contexto, houve intensa organização da sociedade civil: um novo sindicalismo emergiu, sociedades de amigos de bairro se articulavam e novos partidos políticos progressivamente se institucionalizavam. Em 1982, depois de quase 20 anos de ditadura e muita negociação junto ao governo federal brasileiro foi possível a cada estado da federação escolher seu governador, assim como deputados para as assembléias regionais. Nessa eleição o estado de São Paulo elegeu para governador André Franco Montoro, personagem chave para os primeiros passos que o Brasil deu em direção ao combate da violência contra as mulheres.

       Graças à sensibilidade desse personagem e ao poder de advocacy da sociedade civil organizada em São Paulo, foi criada, em 1985, a primeira delegacia de atendimento especializado às mulheres (DEAM). Desde então, instituições similares a essa tem se propagado por todo o país, constituindo-se em um dos meios mais eficazes de combate e prevenção à violência doméstica e sexual contra as mulheres.

       No entanto, a implantação de Delegacias de Defesa dos Direitos das Mulheres por todo o país é apenas a ponta do iceberg do processo de crescente politização da violência contra as mulheres que o Estado e a sociedade civil têm promovido. Importantes passos têm sido dados pelo Estado brasileiro no que diz respeito ao tratamento da violência contra as mulheres. Sugiro que caminhamos atualmente para uma visão sistêmica e integrada dessa questão, manifesta por meio de um sistema de atendimento público e estatal às mulheres vítimas de violência que trata dessa questão em suas dimensões jurídica, psicológica e social.

       Apesar disso, mesmo reconhecendo que os avanços conquistados pelas mulheres são importantes, não quero dizer que eles são suficientes para a conquista da eqüidade de gênero tão desejada entre nós. Há muito ainda por se fazer e o que o PFL Mulher busca é fazer com que os direitos humanos das mulheres deixem de ser somente letra de lei para constituírem parte integrante do cotidiano da vida.

       No Brasil, o problema da violência doméstica é tratado na própria Constituição Federal e em diferentes leis infraconstitucionais, não havendo lei específica sobre o assunto. A perspectiva com que a violência é tratada nas diversas leis ainda privilegia os aspectos punitivos e criminais, em detrimento dos preventivos e conciliatórios.

       A atual Constituição Federal, promulgada em 1988, trouxe uma das principais conquistas legais no âmbito da violência doméstica: a inclusão do parágrafo 8o. ao artigo 226, no qual afirma-se que a família, enquanto base da sociedade, tem especial proteção do Estado. “O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações“


Instituições de apoio e combate à violência contra a mulher:

• DEAMs
(Delegacias de Atendimento Especializado às Mulheres)
Um dos instrumentos mais presentes e eficazes no combate e prevenção da violência contra a mulher.



• CASA ABRIGO
Responsáveis pela guarda e segurança de mulheres em situação de risco de vida por conta da violência doméstica e sexual.

CONSELHOS ESTADUAIS
:: Projetos do PFL Mulher contra a violência:

• PL 2.069
Pune criminalmente as agressões praticadas contra a mulher.

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